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Miguel Torga, o escritor do velho Portugal.

A vida e a obra do médico e poeta Adolfo Correia da Rocha, conhecido pelo pseudónimo Miguel Torga, um dos maiores escritores da literatura portuguesa, estão em realce na biblioteca da EB nº2, numa exposição subordinada ao tema.

Torga elegeu Coimbra para viver, mas o seu coração esteve sempre ligado às raízes, fixadas na região transmontana, onde nasceu. São Martinho de Anta, a pequena aldeia do concelho de Sabrosa, faz parte de um imaginário continuamente evocado, em narrativas e poemas. É um homem da terra, que dá voz à perpetuação dos ciclos da natureza, à autenticidade do quotidiano rural e à riqueza do velho Portugal.

Reconhecido como um dos mais influentes poetas e escritores portugueses do século XX, destacou-se como poeta, contista e memorialista, mas escreveu também romances, peças de teatro e ensaios. Foi laureado com o Prémio Camões de 1989, o mais importante da língua portuguesa.

Na sua obra “Bichos”, recomendada para leitura orientada no 7º ano, cada uma das histórias tem como personagem principal um animal, em luta com os elementos da natureza, Deus ou o Homem. Os mitos rurais e pastoris misturam-se com motivos religiosos e estão bem presentes na obra do autor, como se verifica em Vicente, a última das 14 histórias do livro.



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"Sexta-feira ou a Vida Selvagem", de Michel Tournier | online

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António Mota lê “Baloiço cá, baloiço lá”

António Mota, autor de literatura para crianças e jovens, partilhou connosco a leitura do seu poema “Baloiço cá, baloiço lá”, inserido na coletânea “Lá de Cima, Cá de Baixo”, onde podemos encontrar a vida de todos os dias. Uma formiga que vai calada e ligeirinha. Um baloiço que serve de mirante. As noites solitárias. Os bichos. Os sonhos. “Baloiço cá, baloiço lá” Baloiço cá, Baloiço lá Eu já vi O que ali está Escondido na folhagem Vi um castelo encantado É todo feito de vidro, mas já não tem telhado Baloiço cá, Baloiço lá Eu já vi O que ali está À porta desse castelo Está uma fada contente. Porque hoje de manhã Nasceu-lhe o primeiro dente Baloiço cá, Baloiço lá Eu já vi O que ali está Experimentem ouvir e ler, como se estivessem sentados(as) num baloiço...

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