Avançar para o conteúdo principal

As oficinas "Tempo distorcido" encerram o ano nas ruínas de Conímbriga - "O chão é para escutar".

 

“Tempo distorcido” é um ciclo de oficinas de expressão dramática que integra o projeto "Minha Escola, Meu Império – alea jacta est". Lança os dados a alunos do 2º e 3º ciclos para que (dis)torçam o tempo como o fazem as histórias, a memória e a imaginação. Serve-se de exercícios de expressão corporal, dramática e escrita e localiza a experiência em três dimensões - no espaço, no corpo e na palavra. Durante oito sessões, que se estendem por quatro meses, as oficinas decorrem em diferentes espaços-património: a escola, o Museu PO.R.OS e as ruínas de Conímbriga. Para as organizar usa-se a leitura e o livro como ponto de partida através d’ “A história interminável” de Michael Ende, “Uma cova é para escavar – o livro das primeiras explicações” de Ruth Krauss e “Conímbriga – o chão escutado” de Jorge Alarcão. Ao longo de todas as sessões, os participantes são convidados a fazer uma viagem ao passado, a reinventar o presente e a escavar uma cova para o futuro. O propósito é que todos estes tempos inspirem a criação de uma visita guiada às ruínas de Conímbriga. O primeiro bloco de sessões recorre a Ende e imagina instruções para viajar no tempo (como se de uma receita se tratasse), desenrola o fio de Ariadne na ruína do próprio corpo, desvendando sinais, ilhas e espaços singulares que existem dentro e fora de cada um e por fim, permite a construção de um império a partir dos caminhos que se fazem, todos os dias, de casa até à escola. O bloco segundo inclui duas outras sessões. Desafia a escrita de uma aventura fantástica inspirada nos clássicos e a invenção de histórias a partir dos mosaicos que constam da obra de Alarcão. É o seu chão escutado que, por fim, faz mergulhar esta façanha distorcida nas explicações de Ruth Krauss e convida a ouvir tudo quanto se disse desde o início. Deste diálogo resulta a preparação, nos últimos encontros, de uma visita guiada que se intitula “O chão é para escutar” e além de ser um desvio no tempo, é uma viagem com perguntas às pedras, uma história sonhada no passado e um segredo escavado no futuro. E tu, também te atrevias a perder numa história? Um império passado fazia-te viajar no tempo? Também tens segredos para o futuro?

Adriana Campos

(Atriz convidada do Projeto "Minha escola, meu império - Alea jacta est!", responsável pela orientação das oficinas de expressão dramática.)







Mensagens Populares

Dia Mundial da Língua Portuguesa - a nossa língua no mundo

 

Ciberescola da Língua Portuguesa - Leitura, Compreensão oral, Gramática, Escrita e Vocabulário.

A  Ciberescola da Língua Portuguesa   é uma plataforma de recursos interativos e cursos   online   de ensino do português e constitui um projeto único no universo de oferta editorial e institucional via   Web .  Os utilizadores (alunos e professores) podem aceder à plataforma gratuitamente, mediante um registo simples.  Em Português Língua Materna são visados sete níveis de escolaridade, do 5.º ao 12.º anos. Em Português Língua Não Materna estão contemplados os níveis A2 e B1. Numa e noutra vertente do ensino do português, as áreas tratadas são a Leitura, a Compreensão oral, a Gramática, a Escrita e o Vocabulário. Todos os exercícios são originais, produzidos especificamente por professores pós-graduados e investigadores em linguística.  Os professores poderão enviar aos seus alunos aulas de PLNM em suporte  pdf,   disponíveis em  http://www.cibercursoslp.com/ - Tutorial para registo no sítio online da Ciberescola e acesso aos exer...

Quinta- feira da ascensão, uma tradição recordada

A quinta-feira da Ascensão, também denominada “Dia da Espiga”, ocorre anualmente quarenta dias depois da Páscoa e é sempre a uma quinta-feira. É feriado municipal em várias cidades do país, tendo, até 1952, integrado o calendário dos feriado nacionais. Nesta data, os nossos avós davam um passeio pelos campos e que apanhavam a espiga, isto é, colhiam um conjunto de elementos do que dava os campos e com eles formavam um ramo com espigas de trigo/centeio/cevada, raminhos de oliveira, malmequeres, papoilas, aveia, margaridas ou outras flores campestres, uma ponta de videira e alecrim. Acreditava-se que guardar esse ramo atrás da porta de casa traria a fartura para todo o ano. Ao ramo, associava-se um pão, a guardar com o ramo de um ano para o outro, e este conservava-se… Dizia-se, nesta linha de pensamento miraculoso: "Se os passarinhos soubessem  Quando era a Ascenção Não comiam, nem bebiam Nem punham os pés no chão." Este costume tem origem em costumes pagãos, com a benção do...